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Apesar de haver dúvidas sobre surgimento do tênis,
especula-se que foi a França o país pioneiro no esporte com
a criação do "jeu de paume" (jogo da palma), no
final do século XII e início do XIII.
Primeiramente, as raquetes não eram empregadas. Jogavam apenas com
as mãos nuas e depois optaram por usar luvas. No século XIV,
já havia os que usavam um utensílio de madeira em forma de
pá, conhecido como "battoir". Mais tarde, os italianos
adicionaram um cabo e as cordas trançadas criando assim a raquete
que conhecemos hoje.
Com o tempo, o tênis deixou de ser jogado com a bola contra o muro,
passando a ser praticado em um retângulo dividido ao meio por uma
corda. Surgiu, assim, o "longue-paume", que permitia a participação
de até seis jogadores de cada lado. Mais tarde apareceu o "court-paume",
jogo similar, disputado em recinto fechado, mas de técnica mais complexa
e exigindo uma superfície menor para sua prática.
Para muitos reis da França "jeu de paume" era a principal
diversão. Luís XI decretou "que a bola de tênis
teria uma fabricação específica: com um couro especialmente
escolhido, contendo chumaço de lã comprimida, proibindo o
enchimento com areia, giz, cal, cinza, terra ou qualquer espécie
de musgo". Com o crescimento do esporte na França, o rei Luís
XII (1498 a 1515) pediu para Guy Forbert codificar as primeiras regras e
regulamentos e construiu em seu palácio em Órleans, nada menos
que 40 quadras.
O esporte logo atravessou o Canal da Mancha e passou a ser muito conhecido
em toda a Inglaterra, tendo o Rei Henrique VIII como um de seus praticantes
mais habilidosos.
Com o aparecimento da bola de borracha, em meados do século XIX,
surgiu na Grã-Betanha o tênis ao ar livre, ou "Real Tennis",
bastante semelhante ao "court-paume", mas sem paredes laterais
e de serviço.
Em 1873, o major inglês Walter Wingfield em serviço da Índia,
a pedido das ladies inglesas entediadas, estudou os jogos precursores do
tênis e produziu alterações em suas regras.
Em 1874, Wingfield registrou a patente do jogo, o qual denominou "Sphairistike"
em homenagem aos gregos, que assim chamavam os exercícios feitos
com auxílios de bolas. Esse nome, no entanto, foi logo substituído
por Tênis, que provavelmente deriva do francês "tenez"
que significa PEGA! (e era exclamado quando o jogador atirava a bola para
o adversário.)
A partir daí, o tênis teve suas regras modificadas e uniformizadas
para ser praticado em todo o mundo. Passou a fazer parte da programação
dos Jogos Olímpicos de 1896 a 1924. Sofreu um corte e só voltou
a aparecer como esporte oficial das Olimpíadas em 1988.
A partir de 1900, surgiu a disputa pela taça DAVIS, que equivale
ao campeonato mundial de equipes, repartidas por zonas geográficas
(americana, européia e oriental).
Na América do Sul, o tênis tomou considerável impulso,
principalmente a partir de 1921, ano em que começou a realizar-se
a taça Mitre (campeonato sul-americano individual e por equipes),
e mais ainda depois de 1948, ao ser instituída a taça Patinõ
(campeonato sul-americano individual e por equipes juvenis), troféus
que têm sido ganho várias vezes pelo Brasil. Dos tenistas sul-americanos
destacaram-se internacionalmente a brasileira Maria Ester Bueno e o peruano
Alex Olmedo, campeões de Wimbledon.